"Ajusto-me a mim, não ao mundo." (Anais Nin)
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O que querem os homens?


Atenção meninos, a mulherada quer saber: afinal, o que vocês querem de nós! Estou realizando uma pesquisa sobre relacionamentos com o máximo de homens que puder encontrar, sendo a única exigência que tenham mais de 18 anos.

A pesquisa é composta de 30 perguntas, divididas em três partes: o flerte, a ficada e o namoro (sorry, moças casadas, vocês serão as próximas). Daqui a um mês, publicarei os resultados!

Meninas. se vocês conhecem algum cara hetero, disposto a responder, deixe aqui seu e-mail! E bora descobrir o grande mistério da vidas: por quê ele não ligou no dia seguinte?

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Da série Burning Guys: Michael C. Hall


Seja como o filho modelo e gay David Fisher de Six feet Under ou como o serial killer de bom coração, o fato é que o Michael C. Hall é um dos homens mais sexies da TV.

Carinha de bom moço contido, mas com um lado negro que pode emergir a qualquer momento, essa combinação é a mais hot que existe.

Afinal, quem gosta de homem 100% canalha, aventureiro ou metido a machão é adolescente ou mulher sem um pingo de maturidade. Qualquer pessoa com alguma auto-estima sabe que bom mesmo é ser bem tratada e ter alguém em quem confiar nos momentos de crise.

Moço "bonzinho" por outro lado, mata a gente de tédio e desperta sentimentos de irmãozinho. Homem tem que ser sério, mas oferecer um certo risco, algo de imprevisto e dominador.

E isso pra não mencionar o belo corpo, a carinha de malvado, a barba sempre por fazer e a boca rasgada.

Michael C. me desperta tudo isso, e por essa razão vem encabeçando a lista dos Burning Guys. Afinal, tirando a parte dos corpos mutilados, quem não tem mulherzinha feelings quando vê o Dexter sendo o cara mais fofo do universo pra Rita e as crianças?














terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ah, look at all the lonely people...

Tem gente que nasceu pra ser sozinho. E não digo isso com a amargura daqueles que acabaram de tomar um pé na bunda. Mesmo por que, num mundo imperfeito, de pessoas imperfeitas como o nosso, acreditar que vai passar a vida toda sem ser traído, magoado ou humilhado, é insanidade. Ou arrogância. Mas no fundo, todas as pessoas que estão berrando aos quatro ventos que nunca mais amarão na vida, esperam lá no fundinho que isso não seja verdade, que o grande amor apareça e faça isso tudo virar uma triste lembrança.

Todas, menos os membros do Clube da Autossuficiência. É, pois existe uma categoria de pessoas pra quem o desgaste de um relacionamento não compensa a parte boa. Pessoas com dificuldade em se comprometer ou que, embora tentem com afinco, tem problemas em ceder, ainda que um pouco, em suas convicções, vontades ou crenças em prol do parceiro. Ou da relação.

Egoístas? Problemáticos? Ora, se no vastíssimo mundo das peculiaridades humanas tem espaço pra pessoas que cometem as piores atrocidades, por quê tamanha preocupação com quem não acha que precisa encontrar uma metade pra ser feliz? Ser sozinho num mundo feito para pessoas juntas é um bocado complicado. É como se você abrisse um precedente pra que todas as pessoas se intrometam na sua vida. Os pais se preocupam, os conhecidos tentam te juntar com alguém, os amigos casados ficam com pena, os solteiros te incluem no grupo do "estou louco por um grande amor" e estranhos dizem "Ah, um dia você encontra sua metade".

Não, muito obrigada. Sou uma pessoa inteira e completa, que aprecia ter as rédeas da minha vida nas mãos, que defende a independência e que acha que a única razão pela qual duas pesssoas devam viver juntas é se elas conseguirem proporcionar felicidade recíproca. Sim, eu sei que todo relacionamento passa por momentos bons e ruins. Mas qual o sentido de estar numa relação se ela é mais sofrida que vivida? Quantas e quantas pessoas eu encontro diariamente pra quem o parceiro é fonte de dissabores, mágoas, brigas, agressões, cobranças e até, solidão? Do pior tipo, pois ser sozinho e livre tem suas vantagens. Ser sozinho acompanhado, não.

Eu expulsaria o grande amor se ele aparecesse? Provavelmente não. Pessoas sós, embora não gostem de ouvir falar de pessoas juntinhas, sabem amar. Elas apenas não consideram relacionamentos amorosos o aspecto primordial da vida e pensam que, pra valer a pena abrir mão de parte de si mesmo, é preciso uma relação de respeito e troca mútuos. E com uma grande dose de independência entre os parceiros.

Não, eu não preciso de "alguém". Eu preciso de água, oxigênio e alguns nutrientes. Eu preciso de amigos, da minha família, do meu trabalho, da minha saúde. Se um dia alguém aparecer, alguém que faça meu coração se sentir leve e meu corpo, em casa, esse alguém será bem vindo pra compartilhar minhas alegrias e meus dramas. E trazer os dele, pra que eu os divida também. Até lá e se, o prazer de agradar apenas a mim mesma (no limite da civilidade) ainda é o maior que posso ter.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Something Old, Something New...

Eu falava com alguns amigos sobre desapego. Esse negócio de doar roupas que não são usadas há mais de um certo tempo ou queimar cartas antigas. Enfim, aplicar na prática aquele chavão de auto-ajuda sobre eliminar o que não serve mais para que as coisas boas possam entrar.
Isso fica muito mais complexo no que diz respeito a sentimentos. Desapegar-se de situações emocionais destruídas, abandonar mágoas carregadas por anos como uma bagagem extremamente pesada e desajeitada, parar de tentar consertar o relacionamento quebrado, estes sim, verdadeiros desafios. O tal do deixar ir... Eu olho em volta e vejo pessoas que saem de uma situação pra outra com naturalidade. Pessoas que encerram seus capítulos, fecham seus livros e fazem daquela história apenas isso: algo a ser recordado. Outras, categoria na qual eu infelizmente me incluo, passam pelas situações e deixam pedaços grandes de si pra trás. E trazem souvenires enormes, caros e inúteis na bagagem.
Pra mim, nada mais doloroso do que finais. Eu posso estar totalmente desligada da situação, da coisa ou da pessoa, mas é só me dizerem que não posso mais ter aquilo, e a ansiedade sobe a níveis altíssimos e eu quero me apegar, manter a qualquer preço. Injusto e nada saudável.
Hoje sei, porém, que não posso ser livre se estou ancorada em velhos padrões, velhas relações, velhos hábitos. E liberdade ainda é algo que eu desejo mais do que qualquer outra coisa. Apreciar minha companhia, olhar pra dentro de mim e ver que sou uma pessoa completa e que qualquer vivência que eu tenha vai ser por amor, por alegria, por vontade... Nunca por medo, posse ou obrigação. Desse jeito a vida não te quebra. E sem esse monte de malas, a gente pode caminhar mais livremente e com mais segurança.
Eu estou rompendo e encerrando tudo e o que quer que seja que me doa. Oficialmente, cortando as amarras. Já derramei lágrimas por uma vida pelos mesmos e tediosos motivos. Agora eu quero o novo, agarrar as boas oportunidades que surgirem sem dó. Algumas perdas vão machucar mais que outras. Mas no final,nada fará falta. O que for mantido, será clássico, atemporal, pra vida toda. Amado e bem vindo como uma boa música velha.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Protagonista



Texto Publicado na Revista Ideia - Edição de Novembro de 2009

No filme “O amor não tira férias”, Arthur Abbot, um renomado e idoso roteirista de cinema diz a Íris, quando esta lhe confessa seus problemas amorosos: “Nos filmes, nós temos a protagonista e a melhor amiga. Você, eu posso dizer, é a protagonista, mas por alguma razão, vem se comportando como a melhor amiga.” Metáforas cinematográficas à parte, o fato é que muitas mulheres lindas, fortes e inteligentes acabam por se desmancharem por causa de amores não (ou mal) correspondidos.
Num mundo que cultua a beleza, a juventude e as relações superficiais, a insegurança e o medo da solidão acabam por criar uma legião de mulheres que, consciente ou inconscientemente levantam a bandeira do “antes mal acompanhada do que só”. E acabam por sofrerem relacionamentos que causam dor e ciúme. Anulam as próprias vontades e desejos pra viverem os do parceiro. Tentam, de qualquer forma se adaptarem a padrões impossíveis de comportamento pra não perderem a pessoa amada. E não vêem que não apenas elas, mas todos as estão perdendo.

Os homens sempre gostarão de mulheres belas com pouca roupa. É uma dessas leias imutáveis da natureza. Eles farão comentários idiotas, virarão o pescoço e ficarão sorrindo (e se comportando) de forma boba quando uma delas usar o charme em sua direção. Eles serão frios com alguma freqüência, especialmente quando estiverem preocupados com questões financeiras ou profissionais. Eles tentarão parecer mais desejados do que são, pra provarem o próprio valor. E mais cedo ou mais tarde, trocarão suas parceiras pelos amigos, pelo futebol ou pela cerveja.
Mas no fundo, todo homem reconhece uma boa mulher, especialmente na própria. Existe o companheirismo que só a intimidade traz, os colos e os cuidados. No pódio, acima de todas as outras, estão a mulher amiga, a que é a boa mãe pros seus filhos, a batalhadora. Aquela que arrasa na elegância, que é ótima cozinheira ou anfitriã. A que trabalha duro e tem uma carreira promissora. A mulher que ajeita o cabelo e o colarinho do seu amado antes que ele saia de casa. E uma vez que ela tenha consciência de seu próprio valor, o verá sempre refletido no olhar de seu companheiro.

No entanto, se a questão ultrapassa os problemas da rotina e o flerte se transforma em caso, a distração em indiferença e os modos crus em grosseria, é preciso ser coerente com si mesma e os próprios sentimentos. Nenhuma separação, por mais dolorosa que seja pode ser pior do que viver se violando e aos próprios valores.

O fato é que, seja para ficar ou pra ir, mulheres devem ser protagonistas da própria vida. Conhecer e respeitar as suas qualidades, defeitos e limites a fim de que nenhum homem, mocinho ou bandido, lhes tire a capacidade de brilhar nas telas do seu próprio filme.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Confessions of a drama queen


Eu confesso, eu sou dramática. No mundo fantástico da minha imaginação até a situação mais corriqueira tem trilha sonora, uma frase de efeito e um figurino marcante. Pra ficar num único exemplo, desde criança eu sonho em ser cantora. Tá, todo mundo sonha em ser cantora. Mas eu não apenas cantava com o shampoo de microfone no chuveiro. Eu criava mentalmente clipes que envolviam lágrimas escuras de maquiagem correndo pelo rosto, vestidos brancos esvoaçando numa pré tempestade ou botas de vinil e corselets. Uma mistura de Alice Cooper, Amy Lee (antes mesmo que a moça existisse!) e Kate Bush.

Saindo do plano das idéias, essa tendência me faz bagunçar meu coreto. Porque meus relacionamentos tem que ser intensos. Meus amores, eternos. Minhas brigas são dignas de cinema e minhas inimizades dariam uma novela mexicana. Cada dia tem que ser vivido com tanta intensidade que das duas uma: ou fico exausta de tanto drama ou me entendio até o fim quando "nada" acontece.

Sou daquelas pessoas que terminam uma discussão sobre música com um "e nunca, nunca mais fale comigo novamente!" mais dezenas de lágrimas grossas, o guardanapo jogado sobre a mesa e uma saída triunfal do restaurante deixando a pobre da outra pessoa atônita se pergutando onde estão as câmeras. No quesito crise de ciúmes, a Maria Elena da Penelope Cruz fica no chinelo!

Mas eu também sou capaz de dar o abraço de reencoontro mais gostoso do mundo quando estou com saudades. Posso preparar um jantar romântico de fazer inveja aos dos filmes de Meg Ryan e fazer todos os grandes gestos que se espera de uma pessoa que sente com intensidade. Eu sou o tipo de garota de manda flores, escreve cartas de amor de 10 metros, leva doces pra alegrar um dia azedo... Eu pego estrada pra dar um beijo em quem eu amo, eu saio correndo pra estar ao lado de uma amiga em crise.

Eu sou uma Drama Queen. Eu choro o tempo todo, eu rio alto, eu canto em público. Eu acho que vou morrer de dor de cotovelo e tenho crises de amor. Talvez viver comigo seja uma montanha russa emocional. Talvez seja suícidio mental. Se você gosta de segurança e discrição, saia correndo! Mas se escolher ficar, eu prometo que em algum momento, você vai achar que está vivendo num filme...

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

True lies

As maiores mentiras contadas a uma mulher durante sua vida. E as grandes verdades por trás delas...


1) Revistas de beleza: andar com o cachorro, caminhar meia hora por dia, fazer cinco minutos de um exercício qualquer, subir escadas ao invés do elevador, e outros pequenos esforços cotidianos vão fazer você ter o corpo da gostosa do momento.
A verdade: você nunca vai ter o corpo da gostosa do momento. Pra ser digna de capa de revista e biquíni de lacinho branco você precisa de duas a três horas (no mínimo) de treino diário com um personal muito bom, uma cozinheira que segue exatinho o cardápio da sua nutricionista fodona, pelo menos duas plásticas, um maquiador maravilhoso, a iluminação certa e algum (ou muito) photoshop. Pra você, reles mortal, que trabalha, come, dorme, briga com o namorado, quer matar os filhos, fica um mês sem ver salão de beleza e paga financiamentos, uma hora de academia três vezes por semana vai, no máximo, te impedir de morrer do coração agora.

2) Homens: “Eu sei que a gente sempre sai junto e a Ju é meio louquinha. E nada a ver esse negócio de que ela dá em cima de mim. Ela abraça todo mundo daquele jeito. Claro que ela é meio sem noção, ela só tem 18 anos. E ela tem namorado, viu? E mesmo que não tivesse, eu juro, ela é como uma irmã pra mim. Eu não tenho o menor tesão nela!”
A verdade: ele comeu. Se ainda não comeu, vai comer. Na melhor das hipóteses, ele quer muito comer!

3) Sua mãe: Ela jura que ama todos os filhos igualmente. E não faz nenhuma diferença entre vocês...
A verdade: ela pode até amar todo mundo na mesma intensidade. Mas ela certamente sente muito mais orgulho daquele seu irmão que com 30 anos ganha rios de dinheiro, tem doutorado numa coisa difícil até de pronunciar, namora uma mulher que pesa 50 quilos e aparece uma vez a cada 40 dias pra comer o nhoque que ela passa horas preparando. Você, seu saldo negativo, seus quilinhos a mais e uma coleção de namorados canalhas, podem se contentar com as milhares de ligações diárias perguntando quando vai consertar sua vida e parar de dar preocupações a ela. Afinal, amor se demonstra de várias formas...

4) Propaganda de cerveja: Homens bonitões, cercados de gostosas num bar. Todo mundo bebendo e comemorando sei-lá-o-quê, felizes da vida!
A verdade: gostosas não bebem cerveja ou não seriam gostosas. Cerveja é pão líquido e dá barriga. Caras como os do comercial saem com outros caras como eles. Garotas normais bebem cerveja no máximo com as amigas ou o mala do escritório.




5) Comédia romântica: O relacionamento começa, a moça desastrada (linda, magra e jovial) comete um monte de gafes e ele se encanta pelo jeito simples (?!?!?!) de ser dela. Algo acontece no caminho, eles se separam, sofrem horrores. Um deles descobre que foi tudo um mal entendido, corre pra impedir que o outro pegue um barco/navio/trem/avião/patinete pra alguém lugar. Eles se beijam, casam, têm 18 filhos e vivem felizes para sempre.
A verdade: sua vida amorosa foi arruinada. O máximo que você vai ganhar de gesto grandioso é uma ligação de bêbado de madrugada. E vai passar a vida sonhando com alguém que diga algo bonito no microfone do aeroporto.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

James Hetfield: obey your master!


Eu tenho uma paixão platônica. Há anos. Eu cresci, vivi um monte de coisas e ela não passa. Eu sou completa e "adolescentemente" apaixonada pelo James Hetfield, front-man do Metallica. Sim, eu venero a banda. Com exceção do St. Anger eu gosto de tudo que eles já produziram. Eu reconheço que a música é excepcional, que o cara toca muito e que a voz dele é melodiosa e forte. Mas eu sou apaixonada é pela cara de mal, o jeito de tocar com a guitarra lá embaixo, os antebraços definidos, aquelas mãos enormes, o "yeah" rosnadinho, a pernas abertas... Acho que isso diz muito sobre meu gosto pra homens: gosto daqueles que mandam em mim. Por favor, não mandar literalmente, do tipo "vai buscar a minha cerveja", seguido de um tapa na bunda! Não sou mulherzinha. Ao contrário, sou bem independente e forte. E por isso mesmo, me atraio por homens que sejam mais fortes que eu. Emocional e fisicamente falando. Aquele que, quando você estiver à beira de um ataque de nervos, vai fazê-la sentir segura, protegida e te dar a sensação de que seus problemas acabaram. O ombro do cara que eu gosto tem que ser uma fortaleza. Tem que ser o meu apoio. E em troca, eu fazer todos aqueles mimos que garotas como eu adoram fazer quando encontram um HOMEM desses. Sensibilidade, romantismo são legais, não nego. Mas o qua me deixa de perna bamba é dar de cara com um moço que não vai se sentor ameaçado por nada que eu fizer ou disser. Vai é me pegar de jeito, falar olhando pra mim: "Onde é que você pensa que vai?" Obey your master...