"Ajusto-me a mim, não ao mundo." (Anais Nin)
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Big Beautiful People


Eu luto contra alguns tipos de preconceitos desde muito jovem. E é reconfortante notar que, com o passar dos anos, ser racista e homofóbico é sinônimo de ser babaca e socialmente evitado. Pelo menos nos círculos mais esclarecidos que são, felizmente, cada vez maiores. Pensem o que quiserem, vocês não tem o direito de manifestar sua opinião agressiva e desumana sob pena de incorrerem em crimes inafiançáveis ou amargar uma indenização civil. Bem feito e eu acho pouco!

Mas existe um tipo de preconceito tão absurdamente enraizado e inexplicavelmente aceito e declarado: a crueldade com as pessoas acima do peso. Criticar gordos é ok. Afinal, eles são gordos porque querem, porque não se cuidam. Sempre que em piadas, séries, filmes e novelas, uma mulher é retratada como feia ou inconveniente, ela é gorda.

Recentemente, as notícias no Blog Mulherão vem me enchendo de pesar. Ao lado de todos os avanços de moda, beleza e comportamento, volta e meia o ódio contra os gordinhos aparece. Da atriz GG com o namorado bonitão que desperta um "acho muito difícil uma pessoa que está com tudo em cima se apaixonar por uma pessoa tão gorda" ao consultor de Rh que ouve dos empresários “Gordo tem problema de autoestima, gordo é estressado. Eu não gosto e não quero trabalhar com gordo aqui na minha empresa”.

Então, só pra dizer o óbvio a todo mundo que acredita em padrão Photoshop de beleza: pessoas gordas são exatamente como todas as outras do mundo. Alguns são belos, outros não. Alguns se cuidam, se amam, são comprometidos, qualificados e saudáveis e outros são estressados, irritáveis, mal humorados e depressivos. Ou tudo isso misturado. O dia que alguém fizer uma correlação entre características físicas externas e personalidade de forma CIENTIFICAMENTE comprovada, eu boto minha viola no saco e saio dessa vida. Até lá, qualquer generalização, é preconceito e babaquice puros.

Se você não gosta de gordos, mude-se pra Somália pois hoje a população brasileira é composta de quase 50% de pessoas acima do peso. Se você não acha gordinhos atraentes, simplesmente não namore um ou uma. De resto, não se julgue no direito de saber o que vai no íntimo de cada ser humano que cruza sua frente. Os fatores que definem o corpo de uma pessoa são genéticos, ambientais e comportamentais. E até onde eu sei, não existe fórmula de emagrecimento NENHUMA que consiga abordar todos esses aspectos.

Eu vou lutar pra que todas as pessoas com opiniões ofensivas sobre aparência, etnia, orientação sexual ou classe social tenham vergonha delas e seja obrigadas a proferi-las na solidão do banheiro trancado. E se você é uma pessoa GG, sabe muito bem que tem quem gosta e muito...

Fica a dica.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Colírio Nerd no Desamélias

Venho orgulhosamente divulgar a homenagem num um blog de mulheres lindas, inteligentes e de muito bom gosto, o Desamélias. O blog é uma delícia, feito sob medida pra pessoas nada ordinárias. Entrem, divirtam-se e vejam por si mesmos as ilustres companheiras que me atribuiram como Plus Size, Plus Sexy. Pra quem sabe o que é bom...

sábado, 19 de dezembro de 2009

Protagonista



Texto Publicado na Revista Ideia - Edição de Novembro de 2009

No filme “O amor não tira férias”, Arthur Abbot, um renomado e idoso roteirista de cinema diz a Íris, quando esta lhe confessa seus problemas amorosos: “Nos filmes, nós temos a protagonista e a melhor amiga. Você, eu posso dizer, é a protagonista, mas por alguma razão, vem se comportando como a melhor amiga.” Metáforas cinematográficas à parte, o fato é que muitas mulheres lindas, fortes e inteligentes acabam por se desmancharem por causa de amores não (ou mal) correspondidos.
Num mundo que cultua a beleza, a juventude e as relações superficiais, a insegurança e o medo da solidão acabam por criar uma legião de mulheres que, consciente ou inconscientemente levantam a bandeira do “antes mal acompanhada do que só”. E acabam por sofrerem relacionamentos que causam dor e ciúme. Anulam as próprias vontades e desejos pra viverem os do parceiro. Tentam, de qualquer forma se adaptarem a padrões impossíveis de comportamento pra não perderem a pessoa amada. E não vêem que não apenas elas, mas todos as estão perdendo.

Os homens sempre gostarão de mulheres belas com pouca roupa. É uma dessas leias imutáveis da natureza. Eles farão comentários idiotas, virarão o pescoço e ficarão sorrindo (e se comportando) de forma boba quando uma delas usar o charme em sua direção. Eles serão frios com alguma freqüência, especialmente quando estiverem preocupados com questões financeiras ou profissionais. Eles tentarão parecer mais desejados do que são, pra provarem o próprio valor. E mais cedo ou mais tarde, trocarão suas parceiras pelos amigos, pelo futebol ou pela cerveja.
Mas no fundo, todo homem reconhece uma boa mulher, especialmente na própria. Existe o companheirismo que só a intimidade traz, os colos e os cuidados. No pódio, acima de todas as outras, estão a mulher amiga, a que é a boa mãe pros seus filhos, a batalhadora. Aquela que arrasa na elegância, que é ótima cozinheira ou anfitriã. A que trabalha duro e tem uma carreira promissora. A mulher que ajeita o cabelo e o colarinho do seu amado antes que ele saia de casa. E uma vez que ela tenha consciência de seu próprio valor, o verá sempre refletido no olhar de seu companheiro.

No entanto, se a questão ultrapassa os problemas da rotina e o flerte se transforma em caso, a distração em indiferença e os modos crus em grosseria, é preciso ser coerente com si mesma e os próprios sentimentos. Nenhuma separação, por mais dolorosa que seja pode ser pior do que viver se violando e aos próprios valores.

O fato é que, seja para ficar ou pra ir, mulheres devem ser protagonistas da própria vida. Conhecer e respeitar as suas qualidades, defeitos e limites a fim de que nenhum homem, mocinho ou bandido, lhes tire a capacidade de brilhar nas telas do seu próprio filme.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A garota da Capa



Texto publicado na Revista Ideia - Edição de Setembro

Nada no mundo é mais irritante do que ler revista de dieta. A mulher deslumbrante da capa, num infalível biquíni de lacinho, fazendo cometários do tipo eu-como-o-que-gosto-e-não-engordo ou sou-uma-garota-comum-viciada-em-chocolate. Sim, parte de você sabe que não tem nada de comum ou de “gente como a gente” numa mulher que malha com um personal fantástico seis vezes por semana, dorme 12 horas por noite e tem um séquito de maquiadores e cabeleleiros profissionais pra cada foto que ela fizer. Mas ainda assim, lá no fundinho, dói. Naquela parte de nós, mortais, que vive de gelatina diet, faz caminhada de moletom amarrado na cintura, come chocolate por ter brigado com o marido, os filhos, o chefe, o porteiro, que paga financiamento e tem plena consciência que fica parecendo um sorvete de casquinha numa calça skinny, dói.

Mulher que se preza jamais se contenta em ser inteligente, profissional de sucesso, boa mãe, amante sexy, amiga do peito. Em algum lugar do nosso subconsciente, nós queremos ser divas... e magras! A Mulher-Melancia pelada pode vender horrores, mas a gente acha que ela é gorda. Nós suspiramos por perna finas, quadris de meninos de oito anos, braço com cinturinha e saboneteiras visíveis.

Então, ainda que tenhamos uma relação de amor e ódio com a garota da capa (Viu, ela está com os braços pra cima! Aposto que tem barriga!), nós devoramos as tais revistas em busca da solução que alivie nosso martírio e que nos permita sentar sem sentir as banhas da barriga dobrando no cós da calça. Chá branco, verde, vermelho, pimenta, fibras, dois litros de água por dia, alcachofra, sete ervas, semente de linhaça, arroz integral... Vai tudo pro carrinho! A gente paga seis meses de academia, faz duas aulas de spinning e uma semana de quatro apoios e o resultado: 300 gramas a mais na balança!

O fato é que pra quem não nasceu Ana Hickmann, resta trocar a cerveja por água, a picanha por salada com limão e o doce por suspiros de saudade, pra encarar ao menos um biquíni grandão com alguma dignidade. Mas uma ajuda é sempre muito bem vinda!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

True lies

As maiores mentiras contadas a uma mulher durante sua vida. E as grandes verdades por trás delas...


1) Revistas de beleza: andar com o cachorro, caminhar meia hora por dia, fazer cinco minutos de um exercício qualquer, subir escadas ao invés do elevador, e outros pequenos esforços cotidianos vão fazer você ter o corpo da gostosa do momento.
A verdade: você nunca vai ter o corpo da gostosa do momento. Pra ser digna de capa de revista e biquíni de lacinho branco você precisa de duas a três horas (no mínimo) de treino diário com um personal muito bom, uma cozinheira que segue exatinho o cardápio da sua nutricionista fodona, pelo menos duas plásticas, um maquiador maravilhoso, a iluminação certa e algum (ou muito) photoshop. Pra você, reles mortal, que trabalha, come, dorme, briga com o namorado, quer matar os filhos, fica um mês sem ver salão de beleza e paga financiamentos, uma hora de academia três vezes por semana vai, no máximo, te impedir de morrer do coração agora.

2) Homens: “Eu sei que a gente sempre sai junto e a Ju é meio louquinha. E nada a ver esse negócio de que ela dá em cima de mim. Ela abraça todo mundo daquele jeito. Claro que ela é meio sem noção, ela só tem 18 anos. E ela tem namorado, viu? E mesmo que não tivesse, eu juro, ela é como uma irmã pra mim. Eu não tenho o menor tesão nela!”
A verdade: ele comeu. Se ainda não comeu, vai comer. Na melhor das hipóteses, ele quer muito comer!

3) Sua mãe: Ela jura que ama todos os filhos igualmente. E não faz nenhuma diferença entre vocês...
A verdade: ela pode até amar todo mundo na mesma intensidade. Mas ela certamente sente muito mais orgulho daquele seu irmão que com 30 anos ganha rios de dinheiro, tem doutorado numa coisa difícil até de pronunciar, namora uma mulher que pesa 50 quilos e aparece uma vez a cada 40 dias pra comer o nhoque que ela passa horas preparando. Você, seu saldo negativo, seus quilinhos a mais e uma coleção de namorados canalhas, podem se contentar com as milhares de ligações diárias perguntando quando vai consertar sua vida e parar de dar preocupações a ela. Afinal, amor se demonstra de várias formas...

4) Propaganda de cerveja: Homens bonitões, cercados de gostosas num bar. Todo mundo bebendo e comemorando sei-lá-o-quê, felizes da vida!
A verdade: gostosas não bebem cerveja ou não seriam gostosas. Cerveja é pão líquido e dá barriga. Caras como os do comercial saem com outros caras como eles. Garotas normais bebem cerveja no máximo com as amigas ou o mala do escritório.




5) Comédia romântica: O relacionamento começa, a moça desastrada (linda, magra e jovial) comete um monte de gafes e ele se encanta pelo jeito simples (?!?!?!) de ser dela. Algo acontece no caminho, eles se separam, sofrem horrores. Um deles descobre que foi tudo um mal entendido, corre pra impedir que o outro pegue um barco/navio/trem/avião/patinete pra alguém lugar. Eles se beijam, casam, têm 18 filhos e vivem felizes para sempre.
A verdade: sua vida amorosa foi arruinada. O máximo que você vai ganhar de gesto grandioso é uma ligação de bêbado de madrugada. E vai passar a vida sonhando com alguém que diga algo bonito no microfone do aeroporto.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Top 10: moda

Hoje a crítica de moda sou eu. Segue meu "Top 10" de coisas sobre o assunto que eu gostaria de gritar às pessoas.



1) Sandálias de sola de acrílico é coisa de atriz pornô. Nada no mundo vai mudar isso. É feio e vulgar. Então, a não ser que você esteja querendo apimentar sua vida sexual pagando de Porn Star (entre quatro paredes, please!) ou seja a Pamela Anderson, não use isso em público.

2) Se você insiste em usar calça baixa com blusa curta mesmo que tenha pneu, mesmo que todos vejam sua calcinha ou seu cofrinho, mesmo que isso fique bom em raríssimas pessoas e em raríssimas ocasiões, ao menos depile o caminho da felicidade. Ninguém merece olhar barriga de mulher peluda!


3) Legging não é calça. Legging é roupa de ginástica ou uma coisa que faz as vezes de meia pra usar por baixo de saias, batas e vestidos. Se você está de legging e não está na academia, cubra a bunda.

4) Homem de regata na balada me faz querer sair correndo gritando “Meus olhos, meus olhos!!!”. Parabéns se você é braçudo, se tem uma tatoo legal ou passou as últimas dez horas treinando. Mostre na piscina, no churrasco da família ou pra sua namorada (ou namorado). Pra mim, não.

5) Franjinha não combina com todo mundo. Aliás, se você tem mais que 8 anos, as chances de combinar com você são mínimas. Se a Aline Moraes ficou feia, imagine reles mortais... Antes de virar vítima da moda, descubra se seu rosto, seu corpo e seu estilo admitem o corte.



6) Homens não podem ter necessaires maiores que as das mulheres. É uma dessas leis imutáveis da natureza. Mãos e pés bem tratados, cuidados com a pele do rosto e um bom corte de cabelo são atitudes muito sexy num moço. Mas fazer luzes no cabelo, bronzeamento artificial, tirar sobrancelha, depilar o corpo (e não ser atleta) ou levar mais que vinte minutos pra se arrumar fazem de você uma biba. Não importa qual seja sua orientação sexual.

7) A despeito dos padrões impostos, mulheres “tamanho G” podem ser lindas. Desde que não vistam como se usassem tamanho PP. Do contrário, vira “gorda escandalosa”, sabe o tipo? Blusa de alcinha colada, peitão balançando, calça baixa strech espremendo as banhas da barriga, tamanco de salto fino, cabelo pintado com cor berrante e muita maquiagem. Tudo chacoalhando, desproporcional e fora do lugar. Aí vem o discurso “eu não vou passar fome só porque existe uma pressão dos outros” ou “não me importo com o que as pessoas pensam”. Se fosse verdade, seria uma tremenda duma ótima atitude. Mas se sentir bonita é fundamental pra qualquer mulher, em qualquer cultura, em qualquer idade. E elegância cabe em qualquer tamanho de roupas. Se você não quer seguir padrões, então por que se submete a uma moda que não te favorece?




8) Uma camisa rosa num homem másculo é charmoso. Mas, se nem mulheres ficam bem parecendo um quarto de bebê (rosinha, lilasinho, azulzinho), por qual razão obscura um moço acha que vai ficar?

9) Homens ou mulheres mais velhos vestidos como adolescentes estão dizendo para o mundo que têm sérios problemas de ordem emocional. Envelhecer não é fácil. Mas ser velho pagando de garotão ou garotona é ridículo!




10) Se você não é magra ou tem quadris largos, uma calça skinny faz você parecer um sorvete de casquinha. Colocar uma faixa na cintura, se ela tiver mais de 60 centímetros vai fazer aparecer sua barrigona. Mesmo que você não tenha uma. O que deixa uma mulher gostosa não necessariamente favorece outras. É básico assim. Então deixe de ser uma pessoa sem personalidade e compre uma calça que realmente sirva em você – reta, boca de sino, corte de bota, cintura no lugar – e use blusas e acessórios que realmente valorizem os SEUS pontos fortes. Medir 1,80 e pesar 50 quilos faz de uma mulher um cabide. Cabides se adaptam a qualquer coisa. Você não.

terça-feira, 24 de junho de 2008

This is the way that we live and love: The L word


Eu comecei assistindo a "The L word" de forma hesitante, por causa do horário. O único de jeito de eu estar acordada até as 11 da noite durante a semana é estando na rua. Mas, acabei vendo um e outro episódio e me apaixonei pela série. Não importa qual seja sua orientação sexual, acho impossível não gostar sendo mulher (os garotos se dividem: uns curtem a pegação das meninas, outros acham que, apesar disso, tem diálogos demais). Além dos romances, dos dramas, da diversão em si, é um seriado que respeita as mulheres. Uma são lindas e sofisticadas, outras mais normais. A feminina, a durona, a masculinizada... Todas com as mesmas oportunidades que no mundo das séries "hetero" lhes são negadas. Ou vocês nunca pararam pra pensar que enquanto a Rachel, a Phoebe e a Monica eram mulheres de corpos perfeitos e beleza estonteante, o Chandler, o Ross e o Joey eram garotos normais, meio feinhos, gordinhos... Em regra, a coroa só cata garotão se tiver o corpo da Samantha de "The Sex and the City". Em que outro seriado ou filme a Sybil Shepard (de a Gata e o Rato) e Jennifer Beals (de Flashdance), famosas nos anos oitenta, fariam cenas de sexo com nudez em 2008? Adoro ver mulher com cara de mulher vivendo coisa de mulher na TV. Menopausa, desemprego, gravidez, decepção amorosa, depressão, e ainda continuar desejável e tesuda. Não que as outras séries sejam ruins, por favor! É apenas uma alternativa mais realista praqueles dias que a gente quer ver que as coisas ainda se ajeitam. E claro, se você não tem nenhum chilique ao ver mulher se pegando.


Às segunda-feiras, 23:00 horas com reprise às 01:00 na Warner Chanel. As três primeiras temporadas estão disponíveis em DVD.