Eu falava com alguns amigos sobre desapego. Esse negócio de doar roupas que não são usadas há mais de um certo tempo ou queimar cartas antigas. Enfim, aplicar na prática aquele chavão de auto-ajuda sobre eliminar o que não serve mais para que as coisas boas possam entrar.
Isso fica muito mais complexo no que diz respeito a sentimentos. Desapegar-se de situações emocionais destruídas, abandonar mágoas carregadas por anos como uma bagagem extremamente pesada e desajeitada, parar de tentar consertar o relacionamento quebrado, estes sim, verdadeiros desafios. O tal do deixar ir... Eu olho em volta e vejo pessoas que saem de uma situação pra outra com naturalidade. Pessoas que encerram seus capítulos, fecham seus livros e fazem daquela história apenas isso: algo a ser recordado. Outras, categoria na qual eu infelizmente me incluo, passam pelas situações e deixam pedaços grandes de si pra trás. E trazem souvenires enormes, caros e inúteis na bagagem.
Pra mim, nada mais doloroso do que finais. Eu posso estar totalmente desligada da situação, da coisa ou da pessoa, mas é só me dizerem que não posso mais ter aquilo, e a ansiedade sobe a níveis altíssimos e eu quero me apegar, manter a qualquer preço. Injusto e nada saudável.
Hoje sei, porém, que não posso ser livre se estou ancorada em velhos padrões, velhas relações, velhos hábitos. E liberdade ainda é algo que eu desejo mais do que qualquer outra coisa. Apreciar minha companhia, olhar pra dentro de mim e ver que sou uma pessoa completa e que qualquer vivência que eu tenha vai ser por amor, por alegria, por vontade... Nunca por medo, posse ou obrigação. Desse jeito a vida não te quebra. E sem esse monte de malas, a gente pode caminhar mais livremente e com mais segurança.
Eu estou rompendo e encerrando tudo e o que quer que seja que me doa. Oficialmente, cortando as amarras. Já derramei lágrimas por uma vida pelos mesmos e tediosos motivos. Agora eu quero o novo, agarrar as boas oportunidades que surgirem sem dó. Algumas perdas vão machucar mais que outras. Mas no final,nada fará falta. O que for mantido, será clássico, atemporal, pra vida toda. Amado e bem vindo como uma boa música velha.
"Ajusto-me a mim, não ao mundo." (Anais Nin)
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terça-feira, 7 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de abril de 2009
Sessão nostalgia 1...

Saudades imensas de quando:
1) Eu conseguia conversar com minhas amigas com tanta frequência que dava pra explicar detalhes de como foi que eu encontrei o moço que eu gosto na padaria e ele elogiou minhas havaianas, incluindo o que ele estava vestindo, o que eu estava vestindo, as características do sorriso do rapaz e um monte de divagações do tipo "o que será que isso significa?".
2) Acordar com um telefonema de madrugada significava que um(a) amigo(a) bêbado resolveu te chamar pra uma festa e não que uma coisa horrível aconteceu.
3) Minhas ressacas homéricas duravam só até eu comer um Big Mac e tomar um copo de Coca-Cola.
4) Um Big Mac e uma Coca-Cola não me dava nenhum ressaca moral.
5) Eu saía pra dançar a noite inteira da salto agulha de 10 centímetros e só sentia dor no finzinho da festa.
6) Perder o show do Kiss pra trabalhar seria considerado um crime inafiançável!
7) Meu maior problema depois de uma noite mal-dormida era chegar na aula em tempo de responder a chamada.
8) Ficar de mau-humor era coisa que só acontecia na TPM.
9) Eu tinha quatro meses de férias por ano!
10) Lágrimas eram coisas que se curavam com uma rodada de cerveja com as meninas.
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