"Ajusto-me a mim, não ao mundo." (Anais Nin)
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terça-feira, 7 de abril de 2009

Sessão nostalgia 1...


Saudades imensas de quando:

1) Eu conseguia conversar com minhas amigas com tanta frequência que dava pra explicar detalhes de como foi que eu encontrei o moço que eu gosto na padaria e ele elogiou minhas havaianas, incluindo o que ele estava vestindo, o que eu estava vestindo, as características do sorriso do rapaz e um monte de divagações do tipo "o que será que isso significa?".

2) Acordar com um telefonema de madrugada significava que um(a) amigo(a) bêbado resolveu te chamar pra uma festa e não que uma coisa horrível aconteceu.

3) Minhas ressacas homéricas duravam só até eu comer um Big Mac e tomar um copo de Coca-Cola.

4) Um Big Mac e uma Coca-Cola não me dava nenhum ressaca moral.

5) Eu saía pra dançar a noite inteira da salto agulha de 10 centímetros e só sentia dor no finzinho da festa.

6) Perder o show do Kiss pra trabalhar seria considerado um crime inafiançável!

7) Meu maior problema depois de uma noite mal-dormida era chegar na aula em tempo de responder a chamada.

8) Ficar de mau-humor era coisa que só acontecia na TPM.

9) Eu tinha quatro meses de férias por ano!

10) Lágrimas eram coisas que se curavam com uma rodada de cerveja com as meninas.

domingo, 22 de março de 2009

Sisterhood



Sei que espera-se que alguém que se disponha a fazer crítica de cinema escreva sobre grandes produções ou sobre projetos cults, tipo filmes iranianos com nome de frutas. Mas eu gosto de filmes que me fazem feliz. Sou cinéfila e como diz um amigo, levo cinema muito a sério. Não sou do tipo que namora no escurinho e fico realmente estressada quando alguém resolve conversar na sala. Sou craque em mímica de filme! Então, currículo apresentado, não me venham torcer o nariz pro filme "adolescente" que eu vou indicar!

Eu peguei "Quatro amigas e um jeans viajante" pra ver há uns dois anos porque era um filme com a Alexis Bledel, a Rory de Gilmore Girls. Além disso, como eu disse, adoro filmes suaves, que me dão aquela sensação de paz no final. Estava esperando por isso, um filme sobre adolescentes com um final feliz do tipo todos dançando igual na festa de formatura. Mas o filme é bem mais que isso.



Quatro amigas (e se vocês leram meus posts sabem que isso é o que eu mais valorizo no mundo) encontram uma calça jeans que serve em todas. Um milagre considerando que uma das garotas é a fantástica America Ferrera (protagonista de Ugly Betty), e as outras três tem quadris de meninos de 8 anos. Enfim, separadas pela primeira vez durante as férias e cheias de problemas, elas fazem um rodízio com os jeans, enviando-os por Sedex uma à outra e coisas importantes acontecem enquanto elas os usam. Parece infantil, mas não é. O filme fala sobre perdas de uma forma tão sensível e realista que chega a doer. Mas o final traz conforto.



A continuação acabou de ser lançada e eu passei minha noite de sábado de pijama, debaixo das cobertas e assistindo-o. A garotas estão mais velhas, ainda mais lindas (America kick some asses!!!) e o filme ainda mais gostoso de ver. Recomendo praqueles que acreditam que podem ter irmãs ou irmãos de coração, que tem medo de se relacionar às vezes, que entende sobre insegurança, negação e gosta de pessoas bonitas que não se pareçam um pouco com gente de verdade.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Às minhas irmãs...


Pouca coisa é mais chata do que aqueles e-mails com arquivo de Power Point, cheios de imagens de bebês e cachoeiras, uma mensagem otimista chavão, uma musiquinha brega e no final "passe para não-sei-quantas-pessoas ou Deus fica triste com você." Mas existe um que volta e meia eu recebo e com o qual eu concordo em gênero, número e grau (apesar de continuar detestando as fotos e a música): aquele que fala das "irmãs" que não devemos nunca abandonar.

Pra quem nunca recebeu (?!?!?!) ou nunca teve saco de abrir, ele trata de um conselho que uma mãe dá à sua filha antes de se casar, recomendando que por maior que fosse a felicidade que ela tivesse ao lado do futuro marido e filhos, ela nunca deveria deixar de conviver com as amigas, incluindo-se aí tias e primas. São as "irmãs" do texto. São elas, a mãe afirma, quem sempre a lembrarão de quem é.

Quando eu me recordo dos melhores momentos da minha vida, a primeira coisa que vem à minha cabeça não é uma noite romântica com o homem que um dia amei ou aquele dia de conquista profissional. Eu penso nelas, nas minhas irmãs. Penso em como eu posso ser eu mesma ao seu lado, admitindo minhas falhas, defeitos e loucuras. E também mostrando minhas qualidades sem me preocupar em causar inveja. Sei, que no melhor ou no pior, elas sempre vibrarão com minhas conquistas e sofrerão com as minhas derrotas. Penso em cada lágrima derramada juntas, cada porre seguido de ressaca moral, cada risada, cada rodada de cerveja falando mal dos moços. Cada conselho do tipo "olha, eu te apóio no que for, mas não acha que deveria tomar outro caminho"? Cada ligação no meio do dia pra dizer que pensou em você, que sente sua falta e se preocupa com seu bem estar. Cada noite pré-balada trocando de roupas juntas e se arrumando com um monte de palpites. Os estudos que vararam madrugadas, as tardes tomando sol. As confissões que são feitas uma única vez e o assunto nunca mais será resgatado. Os casamentos, os nascimentos, as doenças e as mortes.

Minhas adoradas irmãs: a todas e à cada uma de vocês dedico este post. Pra agradecer por me fazerem uma mulher feliz que sabe que, não importa quão difícil a vida se torne, quão pesadas sejam nossas responsabilidades e quão partidos estejam nossos corações, eu sempre terei vocês. E nada mais importa... Obrigada por me amarem e por me concederem a honra de serem MINHAS AMIGAS!!!

O texto do Power Point: http://passeiospelavida.blogspot.com/2006/11/cuide-bem-de-suas-amigas.html